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20/10/2012
Encontrar Mão de Obra Preparada Exige Paciência

 

O pessoal que entende de construção e reforma nunca foi tão requisitado e já sobram vagas tanto nas empresas como para o atendimento particular. O resultado é que para contratar essa mão de obra ou o cliente entra na fila, ou encontra alguém interessado em aprender e investe ele mesmo na capacitação da pessoa.
 
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Maringá, Jorge Moraes, afirma que a procura por trabalhadores ainda é feita na base do "boca a boca".
 

Tecnologia e novos métodos reduzem o esforço físico no canteiro de obra

Tecnologia e novos métodos reduzem o esforço físico no canteiro de obra

 

As referências são pedidas em depósitos de materiais da construção, lojas de tintas. Ele afirma que, até hoje, esse é o melhor método para encontrar os bons profissionais.
 
"Uma empresa nos procurou para contratar sessenta pessoas. A estratégia deles foi conversar com os operários que passavam pela entidade para fazer a recisão de contrato. Não deu certo, porque quem estava saindo de um emprego, já tinha outro acertado", diz.
 
Moraes chama a atenção para uma mudança de perfil no setor. Há dois, três anos, o interesse dos jovens aumentou. As razões são a remuneração alta e a nova realidade no canteiro de obras, mais limpos e organizados, com ferramentas e modos de produzir que minimizam o trabalho pesado.
 
"Hoje, você tem profissionais que faturam até R$ 4 mil por mês, porque oferecem experiência e têm qualificação", destaca. Dados do Sindicato revelam que, pelo menos 90% dos profissionais, residem em Maringá e municípios vizinhos como Mandaguaçu, Sarandi e Paiçandu.
 
Parceria
A Construtora Plaenge investe na formação da própria mão de obra. O interessado começa como servente de pedreiro e é orientado por uma espécie de tutor. Assim, o trabalhador aprende o ofício de acordo com as normas e padrões da empresa.
 
Para aqueles funcionários que desejam se especializar ou aprender novas funções, a empresa mantém o projeto Escola da Construção. Na sede ou nos canteiros de obras, instrutores orientam turmas de até vinte alunos, com aulas teóricas e práticas no período noturno. Mesmo assim, faltam interessados.
 
O diretor da Plaenge, Fernando Fabian, acredita que as pessoas ainda pensam no trabalho na construção civil como era décadas atrás. Naquele tempo, a exigência física era alta e não havia tanta tecnologia, por isso, a geração mais jovem ficou com a imagem dos pais retornando exaustos e sujos para casa. Há muitos que preferem ganhar mil reais no comércio a experimentar o novo.
 
Um sinal claro de que houve mudança é que a participação feminina no setor aumentou bastante. "Há dez anos, começamos a contratá-las para o acabamento, porque elas são cuidadosas, detalhistas. Ferramentas e técnicas diminuíram o desgaste físico do trabalhador na obra, tanto que há mulheres atuando como servente de pedreiro e até conduzindo as gruas", ressalta.
 
 
De Perto
Segundo o Sindicato, a média de instrução na categoria é o sexto ano do ensino fundamental, por isso, ter a supervisão de um profissional mais experiente é comum nas empresas. Para quem contrata, por conta própria, vale pesquisar referências e até visitar obras concluídas.
 
Fonte: odiario.com